
Entrou em casa esgotada pelo que tinha vivido naquela noite.
Era já madrugada e a luz ténue e esbranquiçada do nevoeiro iluminava a sala dando-lhe um ar fantasmagórico.
Deixara-o no hospital depois de se ter certificado que ele se encontrava estável.
No entanto, a preocupação que sentia pelo estado em que ele se encontrava, não fora suficiente para a fazer esquecer tudo aquilo que passara por sua causa.
Sim! Amara-o. E então? Isso não o tinha feito ficar com ela.
Sentou-se no sofá e ficou a olhar as fotografias da época em que tinham estado juntos.
Dois anos juntos, Três anos sem pensar noutro homem que não fosse ele…enfim…Cinco anos preenchidos e vividos em função dele.
Desperdício de tempo? Não. Não se tinha arrependido. Tinha sido muito feliz. Mas a forma como ele se comportara, tudo o que ele a fizera sofrer depois de a deixar…isso sim, magoara-a.
O seu espírito foi, então, assaltado pelas memorias dolorosas do dia em que se vira obrigada a seguir em frente a sua vida por muito que lhe doesse e soubesse que nunca o iria deixar de amar.
Estava a passear com um das suas amigas nos jardins onde um dia o tinha beijado, onde tinham passeado, onde tinham vivido bonitos momentos, dos mais bonitos da sua vida.
Foi então que viu ao longe a imagem de um casal aos beijos. O indivíduo parecia-lhe familiar e conforme se aproximava deste os seus traços tornavam-se cada vez mais nítidos.
Pode finalmente distinguir com toda a precisão aquilo que preferia não ver. Era ele aos beijos com outra mulher. Ficou petrificada, colada ao chão. Sentiu aquela pontada característica que a afligia sempre nos momentos de maior ansiedade e lhe tirava o ar, provocando-lhe dores no peito.
Não sabia se sentia raiva, tristeza, desespero…não sabia de todo…talvez o choque tivesse sido de tal forma grande que não sentia de todo. Não lhe correram lágrimas pela cara, não soluçara, apenas ficara calada sentindo-se gelar.
Agora ali, sentada no sofá da sua sala, ao relembrar este seu passado, sentiu-se arrepiar como s alguém lhe sugasse o calor do peito ferrando-lhe lâminas geladas que lhe tiravam a vida.
Deixou-se gelar no sofá enquanto pegava no telemóvel e digitava um número.
Do outro lado da linha respondeu-lhe uma voz masculina.
- Olá! Há muito tempo que não dizias nada!
- Vem ter a minha casa.
- Estás-me a convidar para ir aí de madrugada?
- Se quiseres vir, vens. Mas não vou esperar muito!
- Ok. Daqui a uns minutos estou aí.
- Fico á espera.
Desligou o telefone.
Era já madrugada e a luz ténue e esbranquiçada do nevoeiro iluminava a sala dando-lhe um ar fantasmagórico.
Deixara-o no hospital depois de se ter certificado que ele se encontrava estável.
No entanto, a preocupação que sentia pelo estado em que ele se encontrava, não fora suficiente para a fazer esquecer tudo aquilo que passara por sua causa.
Sim! Amara-o. E então? Isso não o tinha feito ficar com ela.
Sentou-se no sofá e ficou a olhar as fotografias da época em que tinham estado juntos.
Dois anos juntos, Três anos sem pensar noutro homem que não fosse ele…enfim…Cinco anos preenchidos e vividos em função dele.
Desperdício de tempo? Não. Não se tinha arrependido. Tinha sido muito feliz. Mas a forma como ele se comportara, tudo o que ele a fizera sofrer depois de a deixar…isso sim, magoara-a.
O seu espírito foi, então, assaltado pelas memorias dolorosas do dia em que se vira obrigada a seguir em frente a sua vida por muito que lhe doesse e soubesse que nunca o iria deixar de amar.
Estava a passear com um das suas amigas nos jardins onde um dia o tinha beijado, onde tinham passeado, onde tinham vivido bonitos momentos, dos mais bonitos da sua vida.
Foi então que viu ao longe a imagem de um casal aos beijos. O indivíduo parecia-lhe familiar e conforme se aproximava deste os seus traços tornavam-se cada vez mais nítidos.
Pode finalmente distinguir com toda a precisão aquilo que preferia não ver. Era ele aos beijos com outra mulher. Ficou petrificada, colada ao chão. Sentiu aquela pontada característica que a afligia sempre nos momentos de maior ansiedade e lhe tirava o ar, provocando-lhe dores no peito.
Não sabia se sentia raiva, tristeza, desespero…não sabia de todo…talvez o choque tivesse sido de tal forma grande que não sentia de todo. Não lhe correram lágrimas pela cara, não soluçara, apenas ficara calada sentindo-se gelar.
Agora ali, sentada no sofá da sua sala, ao relembrar este seu passado, sentiu-se arrepiar como s alguém lhe sugasse o calor do peito ferrando-lhe lâminas geladas que lhe tiravam a vida.
Deixou-se gelar no sofá enquanto pegava no telemóvel e digitava um número.
Do outro lado da linha respondeu-lhe uma voz masculina.
- Olá! Há muito tempo que não dizias nada!
- Vem ter a minha casa.
- Estás-me a convidar para ir aí de madrugada?
- Se quiseres vir, vens. Mas não vou esperar muito!
- Ok. Daqui a uns minutos estou aí.
- Fico á espera.
Desligou o telefone.


